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terça-feira, 16 de abril de 2013

Estatuto da Juventude Aprovado pelo SENADO




Felipe NériDo G1, em Brasília

2 comentários
O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (16), em votação simbólica, o texto-base do Estatuto da Juventude, proposta que estabelece direitos para jovens entre 15 e 29 anos. O projeto  garante a meia-entrada em eventos culturais e esportivos de todo o país para jovens de baixa renda e exige que empresas de transporte interestadual reservem para o grupo dois assentos gratuitos nos ônibus.
O estatuto ainda precisa ser apreciado pela Câmara dos Deputados, onde havia sido aprovado em 2011. Como passou por alterações no Senado, o texto deverá voltar para a Casa de origem. Os senadores ainda analisavam alterações pontuais no projeto até a última atualização desta reportagem.
Pelo texto relatado pelo senador Paulo Paim (PT-SP), além dos assentos gratuitos, as empresas de transporte devem oferecer duas passagens com 50% de desconto.
O projeto também define que o pagamento de meia-entrada vale para jovens de famílias com renda mensal de até dois salários mínimos. Pelo substitutivo, a meia-entrada não se estende aos jogos da Copa do Mundo de 2014, nem às Olimpíadas de 2016.
Para ter acesso ao direito, a família desses jovens deve estar registrada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O texto aprovado pelo Senado prevê, ainda, a garantia de direitos básicos aos jovens, como acesso à educação e à profissionalização, ao trabalho e à renda.
O projeto torna obrigatória a manutenção pelo Estado de programas de expansão do ensino superior, com oferta de bolsas estudos em instituições privadas e financiamento estudantil.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

RAZÕES PARA NÃO REDUZIR A MAIORIDADE PENAL


Boa noite amigos e leitores do Blog Denis Braga, achei esse texto muito interessante sobre a redução da maioridade penal no Brasil.

"Vinícius Bocato

Desconstruindo para construir

ESPECIAL: Razões para NÃO reduzir a maioridade penal

Sempre que acontece um crime bárbaro cometido por um adolescente a sociedade levanta a voz para pedir a redução da maioridade penal. Quais seriam os reflexos dessa medida?
Sempre que acontece um crime bárbaro cometido por um adolescente a sociedade levanta a voz para pedir a redução da maioridade penal. Quais seriam os reflexos dessa medida?
Na última semana uma tragédia abalou todos os funcionários e alunos da Faculdade Cásper Líbero, onde estou terminando o curso de jornalismo. O aluno de Rádio e TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do prédio onde morava, na noite da terça-feira (9). O crime chocou não só pela banalização da vida – Victor Hugo entregou o celular ao criminoso e não reagiu –, mas também pela constatação de que a tragédia poderia ter acontecido com qualquer outro estudante da faculdade.
Esse novo capítulo da violência diária em São Paulo ganhou atenção especial da mídia por um detalhe: o criminoso estava a três dias de completar 18 anos. Ou seja, cometeu o latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto adolescente e foi encaminhado à Fundação Casa.
Óbvio que a primeira reação é de indignação; acho válida toda a revolta da população, em especial da família do garoto, mas não podemos deixar que a emoção nos leve a atitudes irresponsáveis. Sempre que um adolescente se envolve em um crime bárbaro, boa parte da população levanta a voz para exigir a redução da maioridade penal. Alguns vão adiante e chegam a questionar se não seria hora do Estado se igualar ao criminoso e implantar a pena de morte no país. Foi o que fez de forma inconsequente o filósofo Renato Janine Ribeiro, em artigo na Folha de S. Paulo, por ocasião do assassinato brutal do menino João Hélio em 2007.
Além de obviamente não termos mais espaço para a Lei de Talião no século XXI, legislar com base na emoçãonada mais atende do que a um sentimento de vingança. Não resolve (nem ameniza) o problema da violência urbana.
O que chama a atenção é maneira como a grande mídia cobre essas tragédias. A maioria das matérias que vemos nos veículos tradicionais só reforçam uma característica do Brasil que eles mesmo criticam: somos o país do imediatismo. A cada crime brutal cometido por um adolescente, discutimos os efeitos da violência, mas não as suas causas. Discutimos como reprimir, não como prevenir. É uma tática populista que desvia o foco das reais causas do problema.
Abaixo exponho a lista de motivos pelos quais sou contra a redução da maioridade penal:

As leis não podem se basear na exceção

A maneira como a grande mídia cobre estes crimes bárbaros cometidos por adolescentes nos dá a (falsa) impressão de que eles estão entre os mais frequentes. É justamente o inverso. O relatório de 2007 da Unicef“Porque dizer não à redução da idade penal” mostra que crimes de homicídio são exceção:
“Dos crimes praticados por adolescentes, utilizando informações de um levantamento realizado pelo ILANUD [Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente] na capital de São Paulo durante os anos de 2000 a 2001, com 2100 adolescentes acusados da autoria de atos infracionais, observa-se que a maioria se caracteriza como crimes contra o patrimônio. Furtos, roubos e porte de arma totalizam 58,7% das acusações. Já o homicídio não chegou a representar nem 2% dos atos imputados aos adolescentes, o equivalente a 1,4 % dos casos conforme demonstra o gráfico abaixo.”
tipos-de-crimes
E para exibir dados atualizados, dentre os 9.016 internos da Fundação Casa, neste momento apenas 83 infratores cumprem medidas socioeducativas por terem cometido latrocínio (caso que reacendeu o debate sobre a maioridade penal na última semana). Ou seja, menos que 1%.

Redução da maioridade penal não diminui a violência. O debate está focado nos efeitos, não nas causas da violência

Como já foi dito, a primeira reação de alguns setores da sociedade sempre que um adolescente comete um crime grave é gritar pela redução da maioridade penal. Ou quase isso: dificilmente vemos a mesma reação quando a vítima mora na periferia (nesses casos, a notícia vira apenas uma notinha nas páginas policiais). Mas vamos evitar leituras ideológicas do problema.
A redução da maioridade penal não resolve nem ameniza o problema da violência. “Toda a teoria científica está a demonstrar que ela [a redução] não representa benefícios em termos de segurança para a população”,afirmou em fevereiro Marcos Vinícius Furtado, presidente da OAB. A discussão em torno na maioridade penal só desvia o foco das verdadeiras causas da violência.
O Instituto Não Violência é bem enfático quanto a isso: “As pesquisas realizadas nas áreas social e educacional apontam que no Brasil a violência está profundamente ligada a questões como: desigualdade social (diferente de pobreza!), exclusão social, impunidade (as leis existentes não são cumpridas, independentemente de serem “leves” ou “pesadas”), falhas na educação familiar e/ou escolarprincipalmente no que diz respeito à chamada educação em valores ou comportamento ético, e, finalmente, certos processos culturais exacerbados em nossa sociedade como individualismo, consumismo e cultura do prazer.
No site da Fundação Casa temos acesso a uma pesquisa que revela o perfil dos internos (2006):
maioridade_penal_fundacao_casa
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pais-e-mães
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Em linhas gerais, o adolescente infrator é de baixa renda, tem muitos irmãos e os pais dificilmente conseguem sustentar e dar a educação ideal a todos (longe disso). Isso sem contar quando o jovem é abandonado pelos pais, quando um deles ou ambos faleceram, quando a criança nem chega a conhecer o pai, entre outras complicações.
Claro que é bom evitar uma posição determinista, a pobreza e a carência afetiva por si só não produzem criminosos. Mas a falta de estrutura familiar, de educação, a exposição maior à violência nas periferias e a falta de políticas públicas para esses jovens os tornam muito mais suscetíveis a cometer pequenos crimes.
Especialistas afirmam que os adolescentes começam com delitos leves, como furtos, e depois vão subindo “degraus” na escada do crime. De acordo com Ariel de Castro Alves, ex secretário-geral do Conselho Estadual da Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), muitos dos adolescentes que chegam ao latrocínio têm dívidas com traficantes e estão ameaçados de morte, e isso os estimula a roubar.
Vale aqui lembrar a falência da Fundação Casa, que em vez de recuperar os jovens, acaba incentivando os internos a subir esses degraus do crime. Para entender melhor sua realidade, recomendo a leitura da matéria“De Febem a Fundação Casa” da Revista Fórum. Nela temos o relato do pedagogo Carlos (nome fictício), que sofreu ameaças frequentes por contestar os atos abusivos da direção: “A Fundação Casa nasceu para dar errado. Eles saem de lá com mais ódio, achando que as pessoas são todas ruins e que não há como mudar isso. São desrespeitados como seres humanos, são tratados como lixo. E isso faz com que eles pensem que não podem mudar.”
Atuante na Fundação há onze anos, Carlos conta que os atos de violência contra os adolescentes são cotidianos e descarados, apoiados inclusive pelo diretor, que também “bate na cara dos meninos”. Essa bola de neve de violência só poderia resultar em crimes cada vez mais graves cometidos pelos garotos.

A redução da maioridade penal tornaria mais caótico o já falido sistema carcerário brasileiro e aumentaria o número de reincidentes

Prisão superlotada em São Paulo
Prisão superlotada em São Paulo
Dados objetivos: Temos no Brasil mais de 527 mil presos e um déficit de pelo menos 181 mil vagas. Não precisamos nos aprofundar sobre a superlotação e as condições desumanas das cadeias brasileiras, é óbvio que um sistema desses é incapaz de recuperar alguém.
A inclusão de adolescentes infratores nesse sistema não só tornaria mais caótico o sistema carcerário como tende a aumentar o número de reincidentes. Para o advogado Walter  Ceneviva, colunista da Folha, a medida pode tornar os jovens criminosos ainda mais perigosos: “Colocar menores infracionais na prisão será uma forma de aumentar o número de criminosos reincidentes, com prejuízo para a sociedade. A redução da maioridade penal é um erro.”
A Unicef também destaca os problemas que os EUA enfrentam por colocar adolescentes e adultos nos mesmos presídios. “Conforme publicado este ano [2007] no Jornal New York Times, a experiência de aplicação das penas previstas para adultos para adolescentes nos Estados Unidos foi mal sucedida resultando em agravamento da violência. Foi demonstrado que os adolescentes que cumpriram penas em penitenciárias, voltaram a delinqüir e de forma ainda mais violenta, inclusive se comparados com aqueles que foram submetidos à Justiça Especial da Infância e Juventude.”
O texto em questão foi publicado no New York Times em 11 de maio de 2007 e está disponível na íntegra na página 34 deste PDF da Unicef.

Ao contrário do que é veiculado, reduzir a maioridade penal não é a tendência do movimento internacional

Tenho visto muitos textos afirmando que o Brasil é um dos raros países que estipulou a maioridade penal em 18 anos. Tulio Kahn, doutor em ciência política pela USP, contesta esses dados. “O argumento da universalidade da punição legal aos menores de 18 anos, além de precário como justificativa, é empiricamente falso. Dados da ONU, que realiza a cada quatro anos a pesquisa Crime Trends(Tendências do Crime), revelam que são minoria os países que definem o adulto como pessoa menor de 18 anos e que a maior parte destes é composta por países que não asseguram os direitos básicos da cidadania aos seus jovens.”
Ainda segundo a Unicef “de 53 países, sem contar o Brasil, temos que 42 deles (79%) adotam a maioridade penal aos 18 anos ou mais. Esta fixação majoritária decorre das recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos. Em outras palavras, no mundo todo a tendência é a implantação de legislações e justiças especializadas para os menores de 18 anos, como é o caso brasileiro.”
O que pode estar acontecendo na grande mídia é uma confusão conceitual pelo fato de muitos países usarem a expressão penal para tratar da responsabilidade especial que incide sobre os adolescentes até os 18 anos. “Países como Alemanha, Espanha e França possuem idades de inicio da responsabilidade penal juvenil aos 14, 12 e 13 anos. No caso brasileiro tem inicio a mesma responsabilidade aos 12 anos de idade. A diferença é que no Direito Brasileiro, nem a Constituição Federal nem o ECA mencionam a expressão penal para designar a responsabilidade que se atribui aos adolescentes a partir dos 12 anos de idade”.
Confiram aqui a tabela comparativa entre diferentes países ao redor do mundo. Alguns países vêm seguido o caminho contrário do que a grande mídia divulga e aumentado a maioridade penal. “A Alemanha restabeleceu a maioridade para 18 anos e o Japão aumentou para 20 anos. A tendência é combater com medidas socioeducativas. Estudos apontam que os crimes praticados por crianças e adolescentes, no Brasil, não passariam de 15%. Há uma falsa impressão de que esses jovens ficam impunes, o que não é verdade, pois eles respondem ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, argumenta Márcio Widal, secretário da Comissão dos Advogados Criminalistas da OAB.
Também não vejo os grandes jornais divulgarem que muitos estados americanos estão aumentando a maioridade penal.
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Há ainda diversos argumentos contra a redução da maioridade penal, mas o texto já se estendeu muito e vamos focar em mais dois. A medida é inconstitucional; a questão da maioridade faz parte das cláusulas pétreas da Constituição de 1988, que não podem ser modificadas pelo Congresso Nacional (saiba mais sobre as cláusulas pétreas da CF aqui). Seria necessária uma nova Assembleia Constituinte para alterar a questão.
“São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial” (Artigo 228 da Constituição Federal). Ou seja, todas as pessoas abaixo dos 18 anos devem ser julgadas, processadas e responsabilizadas com base em uma legislação especial, diferenciada dos adultos.
Há ainda o clássico argumento de que o crime organizado utiliza os menores de idade para “puxar o gatilho” e pegar penas reduzidas. Se aprovada a redução da maioridade penal, os jovens seriam recrutados cada vez mais cedo. Se baixarmos para 16 anos, quem vai disparar a arma é o jovem de 15. Se baixarmos para 14, quem vai matar será o garoto de 13. Estaríamos produzindo assassinos cada vez mais jovens. Além disso, “o que inibe o criminoso não é o tamanho da pena e sim a certeza de punição”, diz o advogado Ariel de Castro Neves.  “No Brasil existe a certeza de impunidade já que apenas 8% dos homicídios são esclarecidos. Precisamos de reestruturação das polícias brasileiras e melhoria na atuação e estruturação do Judiciário.”
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Concluindo…

Reforçando, tudo o que foi discutido até aqui foi para mostrar o problema de tratar essa questão com imediatismo, impulsividade. Os debates estão sendo feitos quase sempre em cima dos efeitos da violência, não de suas causas, desviando o foco das reais origens do problema.
Que tal nos mobilizarmos para cobrar uma profunda reforma na Fundação Casa, de forma que ela cumpra minimamente seus objetivos? Ou para cobrar outra profunda reforma no sistema carcerário brasileiro, que possui 40% de presos provisórios? Será que todos deviam estar lá mesmo?
E melhor ainda: que tal nos mobilizarmos para que o Governo invista pesado na prevenção da criminalidade, como escolas de tempo integral, atividades de lazer e cultura? Estudos mostram que quanto mais as crianças são inseridas nessas políticas públicas, menores as chances de serem recrutadas pelo mundo das drogas e pelo crime organizado.
“Quando o Estado exclui, o crime inclui”, afirma Castro Alves. “Se o jovem procura trabalho no comércio e não consegue, vaga na escola ou num curso profissionalizante e não consegue, na boca de fumo ele vai ser incluído.”
Na teoria o ECA é uma ótima ferramenta para prevenir a criminalidade. Mas há um abismo entre a teoria e a prática do ECA: a falta de políticas públicas para a juventude, a falta de estrutura e os abusos na Fundação Casa acabam produzindo o efeito contrário do desejado. Mesmo assim, a reincidência no sistema de internação dos adolescentes é de aproximadamente 30%. No sistema prisional comum é de 60%, segundo o Ministério da Justiça.
No fim das contas, suspeito que boa parte da sociedade não quer recuperar os jovens infratores. Muitos gostariam mesmo é de fazer justiça com as próprias mãos ou que o Estado aplicasse a pena de morte, como sugeriu o filósofo Janine Ribeiro no calor da emoção. Mas já que isso não é possível, então “que apodreça na cadeia junto com os adultos”.
Por causa de fatos isolados, como a tragédia do menino João Hélio e do estudante Victor Hugo, cobram do governo a redução da maioridade penal, uma atitude impulsiva e irresponsável que iria piorar ainda mais a questão da violência no Brasil. A questão é tentar reduzir a violência ou atender a um desejo coletivo de vingança?"

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Fruta NONI cura ou não?


Mesmo com a comercialização negada pela Anvisa, o noni conquista mais defensores a cada dia.
Por Maurício M. Tadra em 05/04/2013

causando polêmica em Pernambuco

Mesmo com a comercialização negada pela Anvisa, o noni conquista mais defensores a cada dia.
Por Maurício M. Tadra em 05/04/2013
Fonte da imagem:Conheça a fruta proibida que está causando polêmica em Pernambuco
Fonte da imagem: Reprodução/G1Os moradores do estado de Pernambuco, mais precisamente de Recife, Olinda e regiões metropolitanas, estão com suas rotinas diárias sendo modificadas devido ao aparecimento de uma nova fruta com poderes quase milagrosos. O noni, como ela é chamada, é proveniente da árvore Morinda citrifolia e pode ser facilmente encontrado em feiras livres, mercados públicos e até em quintais dos residentes da cidade.
A fruta, originária do sudeste asiático, supostamente tem propriedades terapêuticas e é utilizada por pessoas que sofrem dos mais diversos males, desde casos sérios de diabetes até simples cefaleias (dores de cabeça). A forma mais consumida do produto é no formato de suco ou misturado com outras frutas. No entanto, a Morinda, que produzia o suco Tahitian Noni, fechou suas portas no começo de 2009, sob a justificativa de não conseguir cumprir as exigências do governo brasileiro.
O problema de verdade é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe que quaisquer produtos que sejam à base de noni, bem como a comercialização da fruta ou de seus derivados dentro do território nacional. De acordo com o órgão do governo, apesar de ainda não serem conclusivas, pesquisas com o vegetal apontaram que a fruta pode causar danos ao fígado e também aos rins.

A voz do povo...

Mesmo com a Anvisa dizendo que as promessas de cura com base no consumo da fruta sejam “falaciosas”, os pernambucanos têm as mais diferentes histórias para comprovar que o noni funciona de verdade. A nutricionista e professora da faculdade Maurício de Nassau, Ana Lígia Lins, explica que a fruta terapêutica se encaixa na categoria de “alimento funcional”, que são aqueles que trazem benefícios superiores aos meramente nutricionais.
Fonte da imagem: Reprodução/G1Assim, as pessoas que consomem o noni não se cansam de enumerar a lista de benefícios proporcionados pela fruta. Prova dessa crença é que algumas pessoas já estão cultivando o noni em seus próprios quintais, como o radialista Geraldo Clemente, que começou a tomar o suco para tentar combater um câncer na próstata. De acordo com o consumidor, a melhora foi tão significativa que ele já não toma mais as medicações receitadas pelo seu urologista.
A procura pelo noni é tão grande que os mercados e feiras livres estão aproveitando para elevar o preço do produto. De acordo com a reportagem do G1, o quilo da fruta está sendo oferecido por R$ 15, e cada fruta pode ser adquirida em média por R$ 2. As vitaminas e os sucos são um pouco mais acessíveis, mas vale relembrar que a comercialização desses produtos é proibida pela Anvisa.
O que você acha? Você testaria a fruta para tentar se curar de alguma doença, mesmo indo contra a indicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária?
fonte: http://megacurioso.com.br/medicina-e-psicologia/36099-conheca-a-fruta-proibida-que-esta-causando-polemica-em-pernambuco.htm

terça-feira, 2 de abril de 2013

Bairro Triângulo - Vote CHAPA 3



Neste domingo, dia 07.04.2013, acontecerá a eleição dos moradores do bairro do Triângulo para escolher seu representante na Associação dos Moradores do Bairro Triângulo.
A eleição é composta por três Chapas, a que estou apoiando é a CHAPA 3 , representada pela amiga Leila, e ficarei no Conselho Fiscal.
Vamos lutar por nosso bairro que já pode mais ser esquecida na cidade precisamos mostrar força e lutar por mais Ações Culturais no bairro, Saneamento e uma vida digna para os moradores desse nobre bairro esquecido pelo tempo e alguns governantes.
VOTE. CHAPA 3!!!
Venha e traga sua família para esse processo de tornar um bairro melhor!!!

sábado, 30 de março de 2013

O princípio da Impessoalidade e os Prédios Públicos


Olá leitores, dessa vez venho aqui fazer uma breve análise dos referidos prédios públicos com indicação do nome de governantes ou de pessoas ainda vivas que estão em pleno vigor de mandato ou lutando para conquistá-lo.
Primeiro é preciso ver a Legalidade da Administração Pública a qual deve seguir estritamente o que manda a norma do País.
Assim, se a lei se cala, nada pode fazer o administrador, porém só pode atuar dentro dos limites da LEI ( lei no sentido genérico), pois existe os atos vinculados e os discricionários.
A administração possuem vários princípios a serem seguidos (VINCULADOS) pelos gestores e administradores públicos, cito agora os expressos na Constituição Federal de 1988, descrito no artigo 37, caput:
"Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:"

Isso veio para coibir muitas práticas realizadas por gestores e autoridades administrativas e que prejudicavam ou até mesmo beneficiavam alguns grupos políticos.
Irei me ater ao princípio da " IMPESSOALIDADE".
"Princípio segundo o qual a administração se move pelo interesse público e não por interesses pessoais."
A grosso modo, é o interesse público que dita os atos dos administradores e não interesses particulares.
Acredito que ao nomear um bem público ( de interesses Público, voltado para o público) utilizar nome de Autoridade ainda viva, ou pior com mandato eletivo in curso fere o Estado Democrático de Direito e com ele a norma imperativa Estatal e seus princípios como a IMPESSOALIDADE e até a Moralidade.
Tomando partido dessa premissa o MP de Capanema ingressou com a seguinte AÇÃO CIVIL PÚBLICA:

" O Promotor de Justiça Nadilson Portilho Gomes ingressou com Ação Civil Pública, com pedido tutela antecipada, contra o município de Capanema, representado pelo prefeito Elson Aguiar Martins, requerendo a retirada de nomes de pessoas vivas de prédios públicos.

Na ação, protocolada nesta quinta-feira (28), o Ministério Público do Estado requer medida liminar de antecipação da tutela, para obrigar o município de Capanema a substituir os nomes inscritos em todos os bens públicos (prédios, logradouros, vias públicas etc.) que contam com a denominação de nomes de pessoas vivas, em prazo a ser estipulado pela Justiça.

O descumprimento da ação poderá resultar em multa de R$ 1 mil por dia em caso de não atendimento da ordem judicial e, cumulativamente, por cada prédio com nome não trocado. Para o promotor Nadilson Gomes, "essa prática presente no Poder Executivo no Brasil deve ser extirpada diante da Constituição Republicana de 1998, que não se contemporiza mais com o uso do patrimônio público como algo pessoal, para atender interesses de grupos e pessoas favorecidas por quem está no poder".

Para o representante do MPE, a prática remonta ao período colonial, da monarquia, das oligarquias, do coronelismo e da ditadura, "infelizmente, forte na ideologia nacional, a qual ainda entende como normal essa nefasta confusão entre o patrimônio público e o particular".

A Promotoria de Capanema, por ter recebido denúncia encaminhada por meio de ofício pelo procurador regional da República José Augusto Torres Potiguar, instaurou, a 17 de junho de 2012, procedimento administrativo preliminar para apurar o fato de que a Unidade de Pronto Atendimento do município ter recebido o nome do pai do prefeito Elson Martins. Em seguida, foi feito levantamento dos prédios com nomes de pessoas vivas, sendo constatadas inúmeras ocorrências além da empresário Josiel Rodrigues Martins, que dá nome à Unidade de Pronto Atendimento. São elas: José Rodrigues Martins Neto, que dá nome ao Pronto Atendimento Médico; Terezinha Reinaldo, nome de Escola Municipal; Eliane de Matos Leal, nome de Escola Municipal de Ensino Fundamental; Terezinha Travassos da Rosa Costa, Adelina da Silva Rodrigues, Raimundo Costa e Vartier Veríssimo, todos nomes de Creche municipal; e Jaime Nascimento, que dá nome à Câmara Municipal.

A Promotoria de Justiça foi informada pela prefeitura, via ofício encaminhado a 21 de fevereiro de 2012, sobre os prédios com nomes de pessoas vivas, com seus respectivos decretos municipais.

Assim, o MPE constatou que, desde 1982, o Poder Executivo Municipal vinha fazendo homenagens a pessoas vivas, inclusive muitas já falecidas após isso, não sendo encontrados todos os decretos municipais das atribuições de nomes. A 6 de setembro de 2012, o presidente da Câmara Municipal e o prefeito receberam a recomendação para adoção das providências cabíveis para a substituição dos nomes de pessoas vivas dos prédios públicos. Contudo, nada foi feito, além do levantamento, pelo prefeito, e a negativa do presidente da Câmara Municipal, que eximiu-se informando que o Poder Legislativo não tem atribuições para colocar e retirar nomes de prédios públicos.
Fonte: O Liberal e Portal de Capanema ( http://portalcapanema.net/index2.php?pg=noticia&id=4555)""
CONTINUAÇÃO DOS COMENTÁRIOS:

Aqui em Santa Izabel não é diferente, também temos que seguir a CARTA MAGNA BRASILEIRA e respeitar os princípios públicos e não deixar grupos políticos valerem-se de bens públicos para promoção de interesse privado.
Não estou aqui fazendo meramente críticas a "A" ou "B" ou "D", mas estou defendendo a Democracia popular e a força CONSTITUCIONAL a qual o país é submetida inclusive os MUNICÍPIOS.

quinta-feira, 21 de março de 2013

No blog do Thiago Messias

Desculpe amigo vi sua postagem somente agora, mas é interessante ver um belo grupo de jovens atuando pela comunidade, desde já podem contar comigo nas próximas...


Natal solidário do projeto "Sociedade Fraternal", no dia 22 de Dezembro..

O projeto "|Sociedade Fraternal" se prepara para o ano de 2013, e para encerrar o ano e começar o próximo com o pé direito, promovemos um Natal Solidário, no qual doamos algumas cestas Básicas. Desde já, agradeço primeiramente a Deus que nos concedeu este privilégio de ajudar, ao esforço dos membros que correram contra o tempo para conseguir os alimentos, e, agradeço também a todos os que confiaram e contrbuíram com o nosso projeto, doando de coração os alimentos que seriam detribuídos. Não foram muitos, mas, foi o que conseguimos neste curto período de tempo, e conseguimos alcançar 3 famílias.
#Só quando você participa de um trabalho social, você sente a real emoção em ver nos olhos das pessoa a felicidade a qual você está proporcionando a elas.

Muito obrigado a todos que contribuíram, e se você quiser fazer o bem com a gente, nos vemos em 2013, e juntos poderemos contribuir com a nossa cidade de forma direta, para assim, contribuirmos também para uma sociedade menos injusta.

Por: Tiago Messias










Foi Ótimo, e é só o começo!!!

Amigos do blog, se não for muito incômodo, compartilhem, assim poderemos ter mais membros.

fonte: http://tiagomessiasoficial.blogspot.com.br/?spref=fb

sábado, 16 de março de 2013

Ousadia na Inclusão digital isabelense e os direitos humanos






Olá leitores deste humilde blog.
Hoje venho fazer uma análise básica sobre uma postura adotada pelo nosso atual prefeito Dr. Gilberto Pessoa, pois ultimamente, cerca de 3 meses de gestão já estou percebendo a preocupação em efetivar um recente direito humano em Santa Izabel, direito este chamado de "ACESSO À INTERNET".
Atualmente já reconhecido pela ONU, pois algumas revoltas pelo mundo a fora foram programadas pela internet e o Acesso à informação.
Digo isto porque a nossa Constituição no artigo 1º, incisso III: Coloca a "DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA" como princípio das ações do Estado Brasileiro.
Em Santa Izabel, o atual gestor, com o auxílio do Amigo Erisson Fanjás vem se empenhando em realizar uma das maiores inclusões digitais do município inaugurando info-centros ao longo da cidade, incluindo ainda algumas zonas da comunidade rural izabelense.
Veja a reportagem da ONU sobre o ACESSO A INTERNET:


"03/06/2011 19h51 - Atualizado em 03/06/2011 19h51

ONU afirma que acesso à internet é um direito humano.

Relatório pede que países não bloqueiem o acesso à rede.
'Acesso deve ser mantido mesmo em manifestações', diz comunicado.
A Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta sexta-feira (3) que o acesso à internet é um direito humano e que desconectar a população da web viola esta política.
O relatório criticou França e Reino Unido, que aprovaram leis para bloquear o acesso de pessoas que não cumprem acordos de direitos autorais na web, e também países que impedem o acesso às redes sociais para reduzir protestos da população contra governos.
"Enquanto bloquear ou filtrar o acesso de usuários à conteúdos específicos da web, alguns países tomam medidas para cortar o acesso por completo da rede", diz o comunicado. A ONU considera o corte ao acesso à internet, independentemente da justificativa e incluindo violação de direitos de propriedade intelectuais como motivo, "uma violação artigo 19, parágrafo 3 º, do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos".
A ONU pede para todos os países que mantenham o acesso à web em todos os momentos, inclusive durante períodos de instabilidade política, pedindo que os países revejam suas leis de direitos de propriedade intelectual para que não bloqueiem o acesso de usuários.
O comunicado da ONU foi publicado no mesmo dia em que uma empresa de vigilância da internet relatou que dois terços do acesso à internet da Síria se apagaram, o que seria uma resposta do governo do país para as manifestações da população." 
fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/06/onu-afirma-que-acesso-internet-e-um-direito-humano.html

Confira o Programa divulgado pelo Dr. na Internet, um dos seus maiores aliados nesse mandato:


"Programa Municipal de Inclusão Digital- Escola Fernando Guilhon"




Implantação do Programa Municipal de Inclusão Digital



Escola Fernando Guilhon Data: 15 de Março de 2013 (6ª Feira)
Local: Comunidade Santa Terezinha. Início: 17h.
Boa tarde senhores, pais, convidados, lideranças comunitárias, professores e alunos.
Em nome do Exm. Sr. Gilberto Pessoa cumprimento a mesa. Em nome do representante comunitário Gessé cumprimento os demais presentes.
Hoje se inicia nosso Programa de Inclusão Digital na Escola Fernando Guilhon. Como vocês mesmo puderam acompanhar, nossa semana foi altamente corrida, mas conseguimos, ou melhor, vocês conseguiram.
Aqui vocês terão computadores de alta qualidade. Um bom hardware. Além disso, a internet também será compartilhada pra todos.
No próximo dia 21 pela manhã iremos também iniciar no corpo de bombeiros e a tarde iremos inaugurar mais um centro de informática que será no Bairro Novo horizonte. Amanhã mesmo (sábado) vamos nos mobilizar pra que tudo fique pronto até a quinta-feira. Tenho plena convicção que iremos concluir mais essa missão. Considerem-se todos convidados.
Na quarta-feira passada fui a PRODEPA por ordem do prefeito. Tivemos uma reunião de mais de 3 horas com a equipe. Fiquei muito triste com os investimentos que nosso município perdeu em tempos passados. Na PRODEPA tratamos de várias situações, em especial o NAVEGAPARA.
Atualmente temos esse programa em alguns locais da cidade e uma antena na praça matriz que dissipa o sinal, isso é pouco pra nossa demanda.
Contudo, com a articulação que o prefeito tem feito junto ao governo do Estado e a bancada de deputados que vem nos apoiando, posso antecipar excelentes notícias. O sinal do NAVEGAPARÁ será ampliado!
Vejam os locais:
1 – Biblioteca Pública. Assim que instalarmos o sinal lá, colocaremos um roteador com acesso livre. Qualquer pessoa que chegar a biblioteca terá acesso gratuito a internet banda larga de altíssima velocidade. Logo, as pesquisas podem ser feitas de modo convencional em livros ou no notbook, tablets ou smarthfones.
2 – Teremos NAVEGAPARA também na Escola Eurydice Guimarães.
3- Teremos NAVEGAPARA também em nosso laboratório na Escola Guilherme Mártires.
4 – Teremos NAVEGAPARA na escola de Informática em Americano! Isso mesmo!! Americano já está tendo sua escola de informática próxima a praça reformada. Além de ter cursos de informática, terá sinal wireless grátis pra população. Isso será um marco histórico.




Com o laboratório outras ações aconteceram...


Discutimos uma forma mais eficaz a coleta de lixo, está aqui o Gesse de testemunha;
Trocamos toda a instalação elétrica;
Veio um quadro magnético novo;
As lideranças comunitárias se aproximaram mais da escola;
Os alunos tem mais um motivo pra frequentarem a escola;
Amanhã a noite a Secretaria de Saúde terá uma reunião com a comunidade;
Aproximamos nossa comunicaçao com o MEC;
A SEMMA fez a limpeza em conjunto com Secretaria de Obras;


Tudo isso é fruto de um trabalho coletivo, em equipe. Existem pessoas que sequer estão aqui, mas foram fundamentais para que isso fosse possível.


Gilberto...quando me apresentastes seu plano de inclusão digital fiquei assustado. Lembro-me da afirmação que lhe fiz “Dr. isso não da pra fazer agora, acho que até 2016 estaremos apenas com 75% concluído!”.


O senhor me falou “Isso não é pra 2016, isso tem que ser pra agora! O povo não pode mais esperar. Me apresente resultados!”


Essa noite fiz uma reflexão.....tentamos a primeira vez lhe eleger prefeito (ou melhor, o povo tentou), não conseguimos.


Tentamos a segunda vez...dormimos eleitos e acordamos com a eleição perdida.


Na terceira vez conseguimos o objetivo.


Quem estava perdendo tudo isso, todos esses investimentos, não era você Gillberto, quem estava perdendo era o povo!!




sexta-feira, 15 de março de 2013

Aluno do Antônio Lemos Fundamentas é esfaqueado dentro da escola.

Segundo informação mais um caso de barbaridade aconteceu em Santa Izabel dessa vez foi na Escola Fundamental Antônio Lemos, na Feira, Antigo prédio da Escola Padre Marcos.

Segundo informações o aluno esfaqueou outro colega da escola e ambos eram da 6ª série.
Ontem mesmo informei sobre um aluno do doracy que foi esfaqueado e hoje mais um porém em outra escola.
O ALERTA ESTÁ LIGADO!! Autoridades vamos trabalhar que a violência já está demais!!
Um ambiente escolar que deve ter outras qualidades entre elas o companheirismo e respeito com o próximo, Vejamos um vídeo de alguns alunos dessa escola vivendo a realidade que deve ser em uma escola:



Veja a matéria do Blog Revista Santa Izabel Fest sobre o ocorrido:
"

Terror na Escola Antônio Lemos em Santa Izabel

Imagem Ilustrativa
     Na tarde de hoje 15/03 (sexta-feira) por volta das 14:45, aconteceu em Santa Izabel mais uma briga entre alunos, dessa vez a Escola foi Antônio Lemos, localizada na feira da cidade. Dois alunos da 6ª série brigaram, motivo da briga foi por causa de um boné. Segundos relatos de outros aluno foi por que o aluno bateu no boné do outro e o dono do boné revidou com um soco. Não conformado com o soco o acusado pegou uma faca e atingiu seu colega de Escola  com uma facada na cintura. O aluno tentou fugir, sendo que 4 pessoas não foram suficientes para segurar o acusado, o portão da Escola foi fechado e o acusado ficou preso, até a chegada da policia. Os dois são de menor, e serão encaminhados para conselho tutelar da cidade. As aulas imediatamente foram suspensas. Estamos aguardando mais informações.
Fonte: http://revistasantaizabelfest.blogspot.com.br/2013/03/terror-na-escola-antonio-lemos-em-santa.html

quinta-feira, 14 de março de 2013

URGENTE! Aluno do DORACY é esfaqueado!



Urgente! Aconteceu agora a pouco mais um crime bárbaro em nossa querida Santa Izabel.
Um estudante com a farda do Doracy Leal foi esfaqueado em um ramal ao lado da Escola Marieta Emmi, e segundo a própria  vítima que foi socorrida pelos funcionário do Marieta ele teria sido vítima de uma "casinha" por tres elementos ainda desconhecidos.
A ambulância dos bombeiros prestaram os devidos socorros e lavaram o jovem ainda com vida porém muito lesionado com cerca de 10 facadas pelas costas.

terça-feira, 12 de março de 2013

Violência Urbana



Um brilhante texto do Jurista e Profº Damásio de Jesus sobre

"Violência urbana"


 Publicado por Damásio de Jesus      
A violência urbana, que nos faz vítimas todos os dias, consistente em assaltos, agressões físicas, estupros, sequestros, homicídios e tantos outros delitos, não é nova, existindo desde épocas remotas. Atualmente, sua natureza e formas de manifestação expressam-se conforme as condições das cidades, consideradas estas as regiões urbanas que possuem mais de 25 mil habitantes. Dependem das condições sociais e econômicas das comunidades. Assim, nos aglomerados desenvolvidos são cometidos mais crimes contra a propriedade; nos em desenvolvimento, delitos contra a pessoa, como lesões corporais e homicídios.

Experiências com ratos demonstraram que, agrupados em gaiolas, enquanto em pequeno número não se lesavam. Quando, entretanto, maior o número de animais nas gaiolas, aumentavam os ataques entre eles, chegando até à formação de quadrilhas para subtrair alimentos das vítimas. No plano da humanidade, quanto maior o número de habitantes em uma cidade, maior é o de violência urbana. Nos idos de 1970, as cidades, a partir de 200 mil habitantes, começavam a sofrer questões de delinquência e vitimação. Hoje, em face do progresso da tecnologia e dos meios de comunicação e transporte, essas ocorrências têm aumentado significativamente.
Em certos casos, devido à perseguição da polícia, há migração de criminosos para zonas em que a repressão é menos intensa, abarcando sua atividade zonas inteiras, compostas de várias comunidades. É o que ocorre em determinadas regiões do Estado de São Paulo, nas quais, até décadas atrás, passavam-se anos e anos sem a prática de homicídios. Em Marília, interior de São Paulo, durante anos a prática de homicídio era muito rara. Nos dias atuais, a taxa anual de ataques físicos tem aumentado cerca de 30%. É o que ocorre, por exemplo, na cidade de Bauru (SP), em que a taxa de homicídios cresceu 30% nos últimos anos.
Circunstância especial a ser apontada, anote-se, é a construção de centenas de presídios fora dos grandes centros. Ao lado deles, em pouco tempo, mudam-se os familiares de detentos, formando comunidades sem proteção social.
A violência urbana, na faixa de furtos e roubos a mão armada, ocorre geralmente nas grandes cidades, onde o número de vítimas presumivelmente abastadas é maior. Nas cidades menores, a vitimação apontada alcança o tráfico nacional e internacional de seres humanos, onde se acredita viverem vítimas menos experientes do que as de grandes centros. Mas nem sempre isso acontece, uma vez que os autores de pequenos assaltos contentam-se com quantias pequenas de dinheiro, geralmente na casa dos R$ 10 a R$ 200,00, capazes de permitir a compra de doses suficientes de maconha e outras drogas. Recentemente, as companhias de turismo da França recomendaram que os visitantes, quando na cidade do Rio de Janeiro, estivessem com R$ 50,00 para entregar ao ladrão.
A população urbana de hoje é maior do que o total mundial de 2000. Acredita-se que, em um futuro bem próximo, 70% das pessoas passem a viver nas grandes cidades. Entre nós, esse fenômeno social já está ocorrendo há muitos anos, espantando o número de pessoas que, deixando os campos, transferem-se para as cidades. No interior de SP, não é difícil ver abandonadas colônias inteiras de casas de fazendas, onde moravam milhares de famílias de trabalhadores rurais. Nos dias atuais ainda é possível ver, nas regiões de Duartina, Marília e Arealva (SP), fileiras de casas de colonos abandonadas por famílias que fugiram para cidades à procura de vida melhor.
Vindo para os grandes centros, engrossam o número de desabrigados, sem emprego e sem rumo. Em alguns casos, as filhas servem de vítima de tráfico sexual internacional; os filhos às vezes desabam para as drogas e o crime. No interior de São Paulo, temos conhecimento de alguns filhos de antigos sitiantes e trabalhadores rurais que, vindo para as cidades grandes, dada a sua possível ingenuidade e falta de conhecimento dos perigos dos relacionamentos sociais, engrossam a delinquência juvenil e não raro são confundidos pela polícia como componentes de quadrilhas especializadas em comércio de drogas, armas de fogo e pequenos assaltos.
No plano constitucional brasileiro, compete ao Estado, e não ao Município ou à União, a repressão à atividade delinquencial urbana. Dado o aumento da população, os Estados, diante da pequenez da quantia por eles recebida dos valores dos tributos arrecadados pela União, não têm condições de proteger os cidadãos nas suas comunidades. Os Municípios, por razões legais e financeiras, são quase inertes em termos de segurança pública. E as comunidades, pelas mesmas razões, mostram-se prostradas diante dos furtos, roubos e sequestros. O resultado é desastroso, transformando-nos em vítimas pacatas e sem esperança.
Estima-se que, em 2030, 30% dos pobres do mundo inteiro estejam vivendo nas grandes cidades; em 2050, esse número passará a 50%. Desse total, entre 30% e 70% não terão condições sociais de vida (saúde, educação, emprego etc.). Nessa época, no Brasil, pesquisa do final do século passado sobre nosso futuro indicava a existência de 60% de miseráveis. Temos esperança de que isso não ocorra.
A prevenção à criminalidade urbana, inclusive a violenta, só pode ter sucesso por intermédio de uma inclusão humana social, econômica e política. Não se reduz a criminalidade a níveis razoáveis unicamente por meio da lei, definindo novos fatos típicos, agravando a resposta penal e excluindo benefícios. É uma verdade secular, já vivida pelo nosso País há longos anos com enorme prejuízo à segurança pública.
A repressão à violência urbana não se faz à força, como se prendendo criminosos tivéssemos cidades limpas de péssimos indivíduos. Isso se faz, em primeiro lugar, pela educação, esperando-se resultados positivos no futuro.
FONTE: http://blog.damasio.com.br/?p=1962

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