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domingo, 23 de dezembro de 2012

SOBRE O CASO AMÁLIA SIMÃO, O QUE ACONTECEU?

No blog da Denize após um ótimo desfecho com a chegada de sua filha.

SOBRE O CASO AMÁLIA SIMÃO, O QUE ACONTECEU?

23/12/2012 00:04
Quero aqui esclarecer o fato ocorrido nos últimos dias, em que eu fui acometida de um grande susto causado pelo sumiço de minha filha. E na verdade é que tem coisas que agente pensa que nuca via passar, e eu é claro, não esperava e nem estava preparada para tal situação.
Eu poderia não tocar mais no assunto, porém, de certa forma, me sinto na obrigação de informar as pessoas devido o apoio que recebi o que para mim também foi uma grande surpresa. Só de pedido e amizade no fecebook, recebi mais de 100 em apenas três dias, onde todos queriam compartilhar o meu pedido de socorro e me apoiaram da forma mais surpreendente.
Contando um pouco do fato, tudo começou quando ela apresentou um colega de escola,  e logo percebi que os dois estavam se gostando, e eu, não se agindo certo ou errado, agora nem eu sei , acabei por permitir o namorinho dos dois, como uma forma de liberdade vigiada, onde é claro, estabeleci regras e limites sob evidentemente minhas vistas. Ocorre é que percebi que os dois estavam ficando muito tempo juntos, e essa atitude começou a atrapalhar nas outras atividades. Minha filha, por exemplo, que vivia estudando, já não tinha mais o mesmo interesse e as atividades deles era sempre estar juntos. Chegavam da escola e vinham direto pra nossa casa onde almoçavam e passavam o resto da tarde juntos, e isso muitas vezes em companhia da colega que também foi junto na viagem com eles. Estava se tornado um trio inseparável e eu cheguei a conversar com minha filha sobre isso, dizendo que deveria evitar tanto tempo juntos. Mas como sempre confiei nela, pois até o momento nunca havia me dado nenhum trabalho, não dei a importância que realmente hoje vejo que o caso requeria.
Não quero aqui falar do comportamento dos outros envolvidos, a não ser que o fato esteja diretamente ligado a minha filha, pois o período da adolescência é um tanto conturbado. É um momento de descobertas em que os jovens com ímpeto e explosão dos hormônios querem se auto afirmar na sociedade, com intenção de provar que já são capazes de cuidar de si mesmo, o que é um grande engano. Pois quando se tem essa idade, a pessoa pensa que já sabe o que quer, e o que é melhor para ela, o que é um grande engano.
Voltando ao assunto, os dois estavam tão envolvidos, e o comportamento dele também começou a me desagradar e algumas coisas, quando achei melhor por um fim ao namoro, porém,  fiz isso de forma sutil, conversando e esclarecendo que são ainda muito jovens, pois eles só tem 16 anos, e tem muita coisa pela frente, que deveriam dar um tempo, estudar, cuidar de suas vidas para mais tarde quem sabe reatarem  a relação quando estivessem mais adultos. Não proibi porem a amizade, disse que poderiam ficar amigos, até por que eles estudam na mesma escola, e eu sabia que não deixariam de se falar.
O trio continuou unido e percebi que não se largavam por nada, porém fui dando tempo para ver se a situação mudava, e foi quando aconteceu o fato da fuga. realmente fiquei assustada com a situação, pois eu fui saber pelo pai dele, que me esperava na saída de minha igreja no culto de domingo a noite. Eles planejaram tudo para sair quando eu não estivesse em casa, e como ela sabia a hora do culto, marcaram para sair assim que eu fosse para a igreja.
O pai dele então me perguntou: onde está sua filha, eu é claro, respondi, em casa, e então ele disse, você tem certeza? Porque meu filho fugiu e acho que sua filha foi junto, pois o irmão dele encontrou duas passagens , uma no nome dele e outra da sua filha. Eu é claro, não acreditei, pois nunca tivemos problemas na nossa relação mãe filha que motivasse tal atitude. Ao constatar o fato, ao ler uma carta em cima de minha cama que dizia que sabia que estava errada, que me ama que eu não merecia isso, mas que precisava dar um tempo,  fiquei sem chão, foi quando descobrimos que o plano deles foi uma fuga em dois casais. Confesso que fiquei revoltada no início, pois sei que não merecia tamanha traição, mas depois fui me acalmando e comecei a tomar as providências necessárias no momento. Diferente do que andaram dizendo algumas pessoas, eles não tinham muito dinheiro, pois quando os encontrei eles já não tinham mais o suficiente para passar nem mais dois dias, minha filha, por exemplo, só levou o que dou para ela por mês, para fazer as coisinhas dela. Assim, a realidade era uma, tínhamos uma pista de que as passagens  encontradas eram com destino a Parauabebas, tentamos ainda interceptar o ônibus, porém acabamos indo para o rumo errado, que foi pela Belém Brasília, e o percurso foi feito pela alça viária. Ficaram então dúvidas, chegaram muitas informações infundadas, porém não podíamos descartar. Foram três dias de sofrimento, mas eu não perdi o controle, fiz todas as coisas que poderia ser feito, e muitos palpites me foram dados, mas eu só tomaria providência de ir atrás, se fosse de uma informação concreta. Foi quando recebi a confirmação da presença deles realmente em Parauapebas. Peguei o primeiro voou pra lá, e fui orando, como sempre entregando nas mãos de Deus, e pedindo para que resolvesse minha causa. Ao chegar em parauapebas, contei com o apoio da irmão dela por parte de pai, que mora lá a mais de 27 anos, e que antecipadamente já lhe havia informado do caso. Assim, fomos direto para o Conselho Tutelar, que já me aguardava por recomendações de minha amiga e Conselheira Tutelar Helenice. Ao conversar sobre o caso com a conselheira Letícia do município, que fez algumas perguntas evidentemente, quando sugeriu que fôssemos dar uma busca pela cidade, mas disse que não seria fácil, pois o município de Paraupebas tem cerca de 160 mil habitantes, imaginem 100 mil habitantes a mais que Santa Izabel. Mas eu não desanimei, uma vez que Deus estava na causa,  não tinha o que temer. E foi para surpresa de todos, que quando saímos do Conselho Tutelar, para retornar mais tarde para fazer a busca, quando o carro dobrou na terceira rua, vi a colega de minha filha com o namoradinho dela. Quase nem acreditei, pois eu estava a pouco mais de meia hora no município. Tomamos as providências então de seguir os dois para descobrirmos onde estavam e finalmente encontrei minha filha que estava juntamente com os outros, hospedada em um hotel próximo ao Conselho Tutelar. Como diz o ditado: Deus é fiel, onde ele está não tem fracasso.
Mas o que eu quero concluir com tudo o que aconteceu? Eu tive uma longa conversa com minha filha que por mais que procurasse justificar a atitude dela, não teve argumento convincente. Assim sendo, chego a conclusão então, que apesar de não ter motivos para  chegar a essa situação, o fato ocorreu, e nós duas posso garantir, temos uma relação de amor e carinho, ela é uma adolescente que tem tudo o que ela quer de acordo com o que   eu e o pai dela podemos oferecer, onde nunca houve situação alguma que instigasse sequer uma palmada de repreensão, aconteceu   esse fato. Pensar e fazer o que? Tanto eu quanto o pai dela recebemos nossa filha com carinho e vamos fazer o possível para consertar algum erro que provavelmente tenha provocado tal situação.
Acho que tinha que partilhar isso com vocês que me ajudaram num momento tão difícil e da forma que eu pedi, e por isso me sinto na obrigação de dizer a todos o desfecho da situação.
Graça á Deus está tudo bem, e eu só tenho a agradecer primeiramente a Ele,  Deus, e vocês por todo o apoio que me dedicaram.
Muito Obrigada mesmo!
E pra quem achar que isso aqui não tem nada a ver com política, agradeço ao Conselho Tutelar e Polícia Civil, pela forma em que trataram o caso demonstrando eficiência nas Políticas Públicas de Segurança e Assistência Social.

fonte:http://www.politica-em-debate.com/news/sobre-o-caso-amalia-sim%C3%A3o%2c-o-que-aconteceu-/

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