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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Conselho de Segurança pede 'fim imediato da violência' na Líbia

O Conselho de Segurança da ONU condenou os atos de violência em resposta aos protestos na Líbia e divulgou uma declaração pedindo o "fim imediato da violência", nesta terça-feira (22).

Na declaração, o órgão máximo de decisões das Nações Unidas pede que o ditador Muammar Kadhafi assuma responsabilidade pelos ocorridos e cumpra a obrigação de proteger a população civil.

O conselho está "muito preocupado com a situação na Líbia e condena firmemente os atos de violência ali ocorridos", disse a embaixadora do Brasil Maria Luiza Ribeiro Viotti, que ocupa a presidência rotativa do colegiado.

O Conselho também solicitou às autoridades líbias que garantam a segurança de estrangeiros e se certifiquem de que membros de equipes humanitárias tenham acesso aos feridos.

Os responsáveis pelos ataques contra cidadãos na Líbia devem "ser responsabilizados", acrescentou o comunicado divulgado no fim de um dia de conversas.

Diplomatas líbios, que romperam com o líder Muamar Kadhafi, haviam solicitado a reunião, e pediram uma zona de proibição de voo sobre o país imposta pela ONU, assim como ação humanitária.

300 mortos
Nesta terça, o filho de Kadhafi, Saif al Islam, disse que os confrontos durante a revolta popular contra o regime já deixaram 300 mortos (242 civis e 58 militares).

Cerca de metade das mortes ocorreram na segunda maior cidade do país, Benghazi, situada 1.000 km a leste da capital, Trípoli, e foco da insurreição. É a primeira cifra oficial de mortos desde o começo dos protestos, em 15 de fevereiro.

A organização Human Rights Watch afirmou que as mortes apenas na capital, nos últimos três dias, chegavam a 62. Protestos nas cidades do leste do país teriam deixado pelo menos 233 mortos, também segundo a entidade.
O clima no país era tenso, com relatos de que muitas cidades do leste estavam em poder de manifestantes.

Discurso
Kadhafi fez seu primeiro discurso televisionado desde o começo da crise. Em um tom enfurecido, ele afirmou que ainda é o "chefe da revolução" que o levou ao poder em 1969, disse que iria lutar até a "última gota de sangue" e ameaçou os manifestantes.

Diplomatas, líderes tribais e líderes religiosos continuavam anunciando adesão à revolta.

O general Abdul Fatha Yunis, ministro do Interior, anunciou sua demissão e pediu às Forças Armadas que se unam ao povo em sua "luta por suas demandas legítimas", segundo a rede de TV Al Jazeera.

A pressão diplomática sobre o regime também crescia.

A Liga Árabe, em reunião extraordinária, suspendeu o país de suas reuniões até que as demandas dos manifestantes sejam cumpridas.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que seu país tomaria as "medidas adequadas" sobre a Líbia no tempo certo.

O gasoduto que liga a Líbia à Itália foi fechado, segundo a gigante petroleira ENI.

Mas, segundo a empresa e o governo italiano, não havia risco de desabastecimento.

fonte G1

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