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domingo, 10 de abril de 2011

Santa Luzia do Pará distribui remédio com prazo vencido

Saúde - Denúncia partiu de um agricultor cuja sobrinha recebeu o medicamento

Pacientes do serviço público de saúde estavam recebendo medicamentos com prazo de validade vencido na Prefeitura de Santa Luzia do Pará, distante cerca de 200 quilômetros de Belém, no nordeste Paraense. Os remédios da atenção básica, que são distribuídos gratuitamente com a apresentação da receita médica, foram doados ao Fundo Municipal de Saúde pela Distribuidora Santa Maria - R. Martins Ltda, no dia 16 de fevereiro deste ano. O documento auxiliar de nota fiscal eletrônica nº 000.006.652, Série 01, Folhas 01/01, confirma o repasse de caixas de Dexclor, Dipirona Sódica e Sulfato Ferroso, todos com validade até o dia 1º de março deste ano, ou seja, apenas duas semanas antes de estragarem. A adolescente M. G, de 12 anos, apresentou manchas vermelhas na pele após ingerir, durante três dias, o Sulfato Ferroso vencido que a mãe dela apanhou numa das oito Unidades de Saúde da Família existentes no município.

Indignado, o tio da jovem, o agricultor Raimundo Soares, foi cobrar explicações da secretária municipal de Saúde, Lucivânia Blant, mais conhecida como Vânia, na última quinta-feira, 7. 'Ela (secretária) me disse que vitamina pode ser consumida até 30 dias depois do vencimento. Eu liguei prá um médico amigo meu, Eduardo, que me falou que não'.

O agricultor exigiu a retirada dos medicamentos vencidos das USFs e acompanhou uma equipe da Vigilância Sanitária do município e do Conselho Municipal de Saúde, que percorreram as oito USFs recolhendo as caixas dos produtos fora de validade que ainda estavam disponíveis para distribuição. 'Eles levaram os remédios não sei prá onde'.

A diretora da Unidade Básica de Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) existente naquele município, Érica Silva, confirma que a Santa Maria é a distribuidora que vende medicamentos para a Prefeitura de Santa Luzia e para outros municípios. A doação de remédios próximos do vencimento seria uma forma de liberar produtos não vendidos do estoque e agradar a clientela.

FONTE: O LIBERAL

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